Mamaço reúne famílias e reforça importância da amamentação durante a 10ª Semana do Aleitamento Materno
Evento marcou o encerramento da programação com relatos de mães, atividades para as famílias e mobilização da rede de apoio ao aleitamento
Ao amamentarem Stela e Nívea durante o mamaço que marcou a 10ª Semana Municipal do Aleitamento Materno, Stefane Coelho e Emanuele Mariano deram vida ao principal objetivo do evento: reforçar a importância da amamentação como um gesto de cuidado, vínculo e proteção à saúde da criança e da mulher. A iniciativa também destacou os impactos do aleitamento materno na nutrição, na segurança alimentar e no desenvolvimento sustentável, além de valorizar experiências bem-sucedidas construídas ao longo dos dez anos da campanha em Piracicaba.

“A amamentação é um momento de conexão”, define Stefane Coelho, mãe de Stela, de 1 ano e 6 meses. Funcionária da USF Itapuã 2, uma das unidades premiadas na Copa do Aleitamento Materno pelas ações de incentivo à amamentação, ela diz que vivenciou na prática as orientações oferecidas diariamente às famílias. “A equipe da unidade me ajudou muito. Recebi apoio desde o início e isso fez toda a diferença.”
A balconista Emanuele Mariano, de 35 anos, também compartilhou sua experiência ao amamentar a quarta filha, Nívea, de apenas dois meses. Como a bebê nasceu prematura, o início da amamentação exigiu atenção especial. “Foi um pouco diferente das outras gestações, mas, depois de algumas orientações, ela conseguiu pegar o peito. Amamentar fortalece o vínculo entre mãe e filha”, relata.
Promovida pelo Comitê Municipal de Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável, com apoio da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e de instituições parceiras, a Semana Municipal do Aleitamento Materno reforça a importância da amamentação para a saúde da criança, da mulher e para o desenvolvimento sustentável.

O mamaço é um dos momentos mais simbólicos da programação, que também contou com palestras, capacitações para profissionais e a realização da Copa do Aleitamento Materno, iniciativa que mobilizou unidades de saúde, escolas, maternidades e serviços de assistência social na promoção de ações de incentivo ao aleitamento.
Ao agradecer o empenho das equipes e das instituições parceiras, o secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar, destacou que os dez anos da Semana representam o fortalecimento de uma ampla rede de apoio às mães.

“Chegar à décima edição demonstra que Piracicaba consolidou uma política permanente de incentivo ao aleitamento materno. Todos estamos engajados nessa causa tão nobre”, afirmou.
O médico José Rogério Nicola, obstetra da Unimed, ressaltou a importância da parceria entre as instituições para fortalecer a iniciativa. “É um projeto de importância vital, que merece todo o apoio”, afirmou.
Representando a Santa Casa de Piracicaba, Othoniel Cavion destacou que o mamaço emociona justamente por evidenciar que a amamentação vai muito além da alimentação. “Representa uma relação de segurança, confiança e afeto entre mãe e filho”.
Ana Cláudia Garcia, do Hospital dos Fornecedores de Cana, lembrou que o Banco de Leite Humano da instituição completa 20 anos de atuação e, somente no primeiro semestre deste ano, beneficiou 125 bebês, especialmente prematuros.
O evento contou ainda com a participação de representantes do Rotary Club Piracicaba Distrito 4621, Lions Clube Piracicaba Independência, Pastoral da Criança, Artesãs do Amor, CDVAC e outras instituições parceiras, que ofereceram atividades voltadas às famílias, entre elas auriculoterapia, técnica da medicina tradicional chinesa utilizada para estimular pontos específicos da orelha com o objetivo de auxiliar no tratamento de dores, ansiedade, insônia e outros desequilíbrios físicos e emocionais.
Uma das participantes foi Luiza Bustamante, mãe de Manuela, de três meses, que aproveitou a oportunidade para experimentar a auriculoterapia.
“Achei superinteressante e aproveitei a oportunidade”, conta. Mãe também de uma adolescente de 14 anos, ela diz que pretende repetir a experiência da primeira gestação. “Minha filha mais velha mamou até um ano de idade e quero seguir pelo mesmo caminho. Também recebi muito apoio e orientação da equipe da unidade de saúde do Jupiá.”