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Jorge Amado para crianças

Por Comunicação Social / Publicado em 31/10/2011
Tempo de leitura: 9 minutos.

Compondo a grade de espetáculos infantis do 6º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), o Grupo 59 apresentará a peça O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, inspirada na obra de Jorge Amado. A sessão – aberta ao público em geral – acontece às 10h de segunda-feira (31), no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, onde estarão alunos da rede municipal de ensino.

Com o intuito de resgatar a tradição dos contadores de histórias, a peça traz a história do amor impossível entre um gato mal humorado e uma linda e amigável andorinha. Como únicos elementos cênicos, os atores assumem personagens e narração, num jogo teatral lúdico e recheado de canções, que mescla humor e lirismo para contar, a crianças e jovens de todas as idades, uma fábula de amor e (in) tolerância entre seres de espécies diferentes.

Neste jogo-brincadeira, a criança é convidada não apenas a seguir a fábula – e a se encantar por ela –, como também a se entreter e se envolver, de forma espontânea, com os procedimentos cênicos utilizados: entre eles o improviso, o revezamento de atores na tarefa de dar vida a um mesmo bicho-personagem, a mimese e a construção de personagens por meio do uso exclusivo do corpo.

Dirigido por Cristiane Paoli Quito, o espetáculo parte, assim, do desejo de resgatar um teatro de qualidade feito essencialmente para crianças; e que priorize elementos lúdicos, poéticos, estéticos e simbólicos para provocar o imaginário e a reflexão das crianças de forma divertida e criativa.

Vencedora da categoria Artes Cênicas do 18º Prêmio Nascente da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), esta montagem de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá tem seus direitos autorais licenciados pela Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes). A orientação dramatúrgica é de Antônio Rogério Toscano.

O Grupo

O Grupo 59 surge do encontro artístico entre 15 atores do curso de interpretação da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP). Com o exercício cênico Uma palavra nem tão próxima nem tão distante de Fuente Ovejuna (2008), criação coletiva dirigida por Isabel Setti a partir da obra de Lope de Vega, os alunos da turma 59 – então no 2º ano do curso – identificam o potencial do trabalho em grupo. O desejo de dar continuidade à investigação daquele formato de criação teatral faz com que o exercício ganhe vida fora da grade curricular da escola e até dos muros da universidade, sendo levado para apresentações e workshops fora da USP, em mostras de teatro estudantil e em cidades do interior paulista.

Em 2009, no 3º ano do curso, a turma monta o infanto-juvenil O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, uma adaptação da obra de Jorge Amado, sob a direção de Cristiane Paoli Quito. Novamente o caráter de coletivo, de grupo, aparece como um dos pilares do trabalho, assim como o canto e a musicalidade – características que vão aos poucos se firmando como matrizes da identidade da turma 59.

A montagem de o O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá também ultrapassa a grade curricular e cumpre uma agenda cheia de convites para apresentações em escolas, mostras estudantis e cidades do interior. No mesmo ano, o espetáculo é premiado na categoria Artes Cênicas do 18º Prêmio Nascente da ECA-USP.

Em 2010, a 59 recebe Claudia Schapira como diretora convidada e assim se dá o encontro do grupo com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, resultando no espetáculo Mockinpó – Estudo sobre um homem comum, uma livre adaptação da obra De como foi extirpado o sofrimento ao senhor Mockinpott, de Peter Weiss. A partir de então começa o movimento de profissionalização do Grupo 59.

Para o último estágio da grade curricular na EAD, a turma recebe a diretora Tiche Vianna, do Barracão Teatro, com quem monta seu mais recente espetáculo A Última História, uma criação coletiva que tem como base a linguagem da máscara. E é com essa montagem que se dá a fundação oficial do Grupo 59, em março de 2011. Atualmente, o Grupo 59 mantém em repertório os espetáculos: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Mockinpó – Estudo sobre um homem comum e A Última História.

Cristiane Paoli Quito

Diretora-criadora-realizadora, atriz e produtora. Projeta-se na cena teatral paulista nos anos 1990, através de seus espetáculos recheados de técnicas e referências da commedia dell’arte. Na segunda metade da década, volta-se para a dança, e desenvolve linguagem própria, voltada para a pesquisa sobre a dramaturgia do intérprete em improvisação.

Como diretora, investiga as intersecções entre as linguagens teatro, dança, circo, teatro de bonecos, música e performance desenvolve pesquisas de linguagem que investigam a capacidade criativa do criador-intérprete. Sua formação é resultante de encontro com profissionais como Philippe Gaulier, Maria Helena Lopes, Francesco Zigrino, Tica Lemos, Neide Neves, Lu Favoretto, Rose Akras, Steve Paxton, Lisa Nelson, Janô, entre outros.

Dirigiu importantes grupos/atores da cena paulistana atual: Cia. Druwe de Dança (2008); Cláudia Shapira / Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (2008); As meninas do conto (2008); Gero Camilo, Marat Descartes e Caco Ciocler, em Aldeotas (2004), entre outros.

Foi diretora da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo – EAD/ECA-USP de 2005 a março de 2009, onde leciona e monta espetáculos desde 1996. Foi professora do curso Comunicação das Artes do Corpo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo de 2001 a 2004. Entre 1996 e 2007, foi diretora e professora do Projeto Estúdio Nova Dança, espaço/conceito de ensino, pesquisa, criação, produção e realização artística; e dirige a Cia Nova Dança 4 há 13 anos.

Recebeu diversos prêmios, entre eles: Prêmio SHELL por melhor direção – Aldeotas, de Gero Camilo, em 2004; Prêmio APCA por melhor espetáculo de dança Experimentações Inevitáveis + Antropofágica 3, da Cia Nova Dança 4 em 2007; e Grande Prêmio da Crítica APCA pelo Conjunto da Obra das Cias Nova Dança, representada por Acordei Pensando em Bombas…, da Cia Nova Dança 4, em 1999.

SERVIÇO – Apresentação de O Gato Malhado e Andorinha Sinhá, no 6º Fentepira. Segunda-feira, 31 de outubro, às 10h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto (avenida Independência, 277, Centro). Entrada gratuita. Ingressos podem ser retirados na bilheteria uma hora antes do início do espetáculo. Classificação: livre. Duração: 60 minutos. Informações: (19) 3433-4952, www.fentepira.com.br e www.fentepira.wordpress.com.


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