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HFC utiliza terapia em tratamento nefrológico

Por Comunicação Social / Publicado em 25/06/2010
Tempo de leitura: 3 minutos.

Os aspectos físicos não são mais os únicos fatores que determinam o sucesso de um tratamento de clientes com insuficiência renal que passam por sessões de hemodiálise. As implicações sociais, psicológicas e até mesmo espirituais devem ser consideradas para ampliar a recuperação dos clientes nefrológicos. O Centro Integrado de Urologia e Nefrologia (CIUN) do Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba conta com profissionais das especialidades de Nutrição, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Serviço Social, Fisioterapia e Psicologia para apoiar estes tratamentos. A psicóloga Daniele Darcie Porta faz parte da equipe e atua com a avaliação emocional e comportamental dos clientes e também de familiares. “Qualquer doença é sentida pelo ser humano como uma ameaça, o que traz importantes repercussões emocionais para este indivíduo”, diz a psicóloga. O tratamento ocasiona uma interferência na saúde psíquica do indivíduo e une-se com outras variáveis como prognóstico e gravidade da doença, tipo e duração do tratamento, efeitos colaterais, além do histórico de doenças na família. A psicóloga afirma que as características da personalidade e do momento da vida em que a doença apareceu são fatores que determinam a maneira como o indivíduo vai enfrentar e vivenciar o processo de adoecimento. “A estrutura psicológica, a rede de apoio e a estrutura familiar fazem parte da ‘leitura’ do psicólogo sobre o contexto de vida em que o indivíduo está. A terapia favorece o enfrentamento da situação, com o mínimo possível de sofrimento”, afirma. Sentimentos como dependência, impotência, vulnerabilidade, culpa, raiva, medo, angústia, frustração, tristeza, desesperança, entre outros, podem interferir no tratamento. A psicologia utiliza de recursos que auxiliam o indivíduo a vivenciar e enfrentar estes sentimentos. O CIUN também realiza orientações às famílias para estruturar ou reforçar a rede de apoio em prol do paciente. “Quando uma pessoa adoece, a família também adoece e pode tanto contribuir como prejudicar o tratamento”, diz Daniele. A profissional acompanha mais de 130 clientes em tratamento no CIUN. As terapias ocorrem durante as sessões de diálise uma vez por semana ou atendimentos individuais em consultório. O cliente vem ao hospital três dias por semana em dias alternados.


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