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Futuras construções deverão ter sistema de reuso de água de chuva

Por Comunicação Social / Publicado em 29/09/2011
Tempo de leitura: 3 minutos.

O prefeito Barjas Negri assinou a Lei Municipal 273/2001 que determina a obrigatoriedade, sempre que tecnicamente possível, de se implantar um sistema para reaproveitamento da água de chuva em novas construções. De acordo com a lei, deverão ser instalados reservatórios para captação e utilização de água pluvial para uso não potável em condomínios, clubes, entidades, conjuntos habitacionais e demais imóveis industriais e comerciais.

O secretário de Obras, Arthur Ribeiro, disse que a medida já está sendo adotada pelo município: “nas obras públicas, já estamos licitando as obras com reuso de água. Nas particulares, o interessado é comunicado da Lei na retirada do alvará de construção”. “A Prefeitura segue em busca de construções cada vez mais sustentáveis e com menos agressão ao meio ambiente. Estamos também utilizando aquecimento solar em algumas edificações”, completou Ribeiro.

Segundo a lei, inicialmente proposta pelo vereador José Lopes (PDT) e aprovada pelos parlamentares, a água armazenada pode ser utilizada em descarga de vasos sanitários, irrigação de jardins, lavagem de veículos, limpeza de paredes e pisos em geral e lavagem de calçadas. “Hoje em dia a água tratada está cada vez mais escassa. Agora haverá mais economia de água, com sua utilização mais consciente, o que ajuda em muito na preservação de nossas reservas”, explicou Rogério Vidal, secretário de Defesa do Meio Ambiente.

O sistema de reuso da água de chuva já é muito utilizado em construções novas na Europa. Na Índia, em função da escassez de água, alguns edifícios comerciais contam com estações de tratamento de esgoto próprias, e reutilizam a água trata em diversos serviços, como a alimentação do ar condicionado, economizando até 250m³ por dia. No Brasil, o sistema já é adotado por muitas indústrias e por condomínios mais modernos. O reaproveitamento da água também é prática do Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, onde um sistema trata a água usada para reutilizá-la na lavagem de aviões, hangares e nos banheiros.


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