Formação inicial para professores do Ensino Fundamental – edição 2012
Oficina "Musicalização" – ministrada pela professora Lúcia Cristina Barbosa de Lima
*Fotos – Rafaela Ometto

“É importante que o professor compreenda a contribuição e influência da música no processo de aprendizado do aluno”. Foi esse o foco da oficina sobre "Musicalização", ministrada pela pedagoga Lúcia Cristina Barbosa de Lima. Participaram 28 professores que ingressarão na rede para trabalhar com alunos do Ensino Fundamental.

A pedagoga Lúcia Cristina Barbosa de Lima

Durante toda a manhã do dia 23 de janeiro, a profissional trabalhou com a sensibilização e linguagem corporal, por meio de exercícios e dinâmicas para serem desenvolvidos em sala de aula. Além disso, incentivou os professores a dançarem, sem timidez. “A linguagem musical, coordenação motora, sensibilidade, a voz – como primeiro instrumento musical – são algumas das temáticas que precisam ser debatidas com os professores, para que eles passem aos alunos”, considera Lúcia.
Cantigas de roda e músicas populares são as mais indicadas para se trabalhar em sala de aula. “A qualidade e o conteúdo do material é muito importante, pois fora da escola é fácil o acesso do aluno à canções pouco educativas”. Lúcia montou uma coletânia em CD com sugestões de música que abordam a linguagem corporal e expressões faciais.

Para o único novo professor da rede, Tiago Novaes, de Limeira, a oficina aprimora a desenvoltura do profissional para trabalhar música e dança com os alunos. "Aprendemos músicas e coreografias capazes de explorar a linguagem do corpo e isso é muito importante, pois nos sentimentos mais preparados e livres para desenvolver os projetos pedagógicos", completa o profissional, que afirma também ter gostado do treinamento e das palestras oferecidas pela rede no período de 16 a 20 de janeiro.

O repertório musical e os gestos das crianças auxiliam no desenvolvimento rítmico. Nesse sentido, a pegagoga mostrou como trabalhar com os instrumentos da "Bandinha rítmica"…

entre eles o tambor, clavas, chocalho e pandeiro

Coreografias foram apenas uma das atividades realizadas durante a oficina de "Musicalização"
Oficina "Desenvolvimento infantil" com a psicóloga Maria Júlia Rizzolo (Majú)
* Fotos: Rafaela Ometto

Analisar questões relacionadas ao crescimento físico e desenvolvimento mental de uma criança na faixa etária de 0 a 10 anos foi o principal objetivo da oficina "Desenvolvimento infantil", conduzida pela psicóloga Maria Júlia Rizzolo, a Majú, que tem 30 anos de experiência como pedagoga e ministra palestras sobre os temas. Dentre os aspectos discutidos, destaque para as reações na chamada "primeira infância", entre elas timidez, ansiedade, facilidade ou dificuldade no aprendizado, a maneira como o aluno trata o professor dentro e fora da sala de aula e o processo de alfabetização.

"O ponto de partida para entender e saber trabalhar com crianças na 1ª fase da infância é entender sua expressão corporal e facial e suas reações diante das diversas situações", explica Majú. A psicóloga explicou que depende da idade o modo como cada uma demonstra sentir falta e saudade da escola e dos amigos, e, sobretudo, o tempo do processo de alfabetização e leitura.

Para as pedagogas Isabel Dela Antonia e Thamy da Silva Carvalho, a oficina possibilitou entender como deve ser desenvolvido o início do trabalho pedagógico. "Ela forneceu subsídios para que a gente compreenda melhor as reações de cada criança nessa faixa etária", comenta Isabel. Já Thamy enfatizou o momento em que a psicóloga forneceu material informativo sobre a letra cursiva: "O auge da oficina, para mim, foi a abordagem da letra cursiva (de mão) e o modo como deve ser aplicado em sala de aula".
Oficina "Legislação e cotidiano escolar" com a supervisora da SME, Nair Fujita
* Fotos: Rafaela Ometto

O terceiro dia da Formação para as novas profissionais do Ensino Fundamental abordou a “Legislação e cotidiano escolar”, tema ministrado pela pedagoga e supervisora da SME, Nair Fujita. O objetivo, segundo Nair, foi “direcionar um olhar diferente a respeito do relacionamento do cotidiano escolar” e orientar os profissionais sobre como agir em situações de conflitos, sempre com respeito e cumprimento das normas escolares, tanto por parte dos professores como dos alunos.

Durante a oficina, troca de experiências e sugestões para resolver eventuais impasses da rotina escolar. Além disso, a supervisora explorou os direitos e deveres de professores e alunos.

Para a pedagoga Sandra Pasqualinotto (acima), que atua como professora na rede municipal há dois anos, a oficina foi bastante produtiva. “No ano passado tive muitas dúvidas em relação à legislação. Pude sanar todas durante esta oficina”. A profissional e mãe enfatizou que conhece muitos casos de violação dessas leis em outras instituições da cidade e "saber que na rede de ensino do município isso é transmitido aos pais e alunos é muito importante. Tenho filhos e sei o que significa estar do lado de lá; agora, como professora, entendo melhor a forma correta de lidar com conflitos inevitáveis da sala de aula”.
Oficina "Relações teatrais no Ensino Fundamental" com o ator Tiago de Luca
* Fotos: Rafaela Ometto
Trabalhar a concentração, desinibição e a oratória foram alguns dos objetivos da oficina “Relações teatrais no Ensino Fundamental”, ministrada pelo ator Tiago de Luca, que acumula 13 anos de experiência na área.

“Com os alunos de mais idade do Ensino Fundamental, de 7 a 10 anos, é possível trabalhar elementos que envolvam a leitura – por exemplo, as poesias”. A sugestão de Tiago é adquirir como objeto de estudo um poema e, no projeto pedagógico, desenvolver aulas com dinâmicas de grupo: músicas; artes plásticas desenhos, pintura, colagem e dança, para estimular o trabalho em equipe, "muito importante hoje em dia, já que as crianças tendem a ser individualistas".

Durante a oficina, os profissionais participaram de diversas dinâmicas, entre elas a de trocar experiências e ouvir a própria história contada por outra pessoa; a brincadeira do bambolê, que exigiu concentração e coordenação motora em movimentos nos quais um professor auxiliava o outro.



Além dessas atividades, eles participaram também da brincadeira do “caracol” sem soltar as mãos, que animou e desafiou os novos servidores. Todas essas dinâmicas foram feitas como sugestões para se desenvolver com os alunos. O objetivo foi estabelecer noções de trabalho em equipe, concentração e desinibição.
Oficina "Programa Ler e Escrever" – ministrada pelas formadoras Vanessa Abdala e Luciana Chittolina
*Fotos – Rafaela Ometto
Para apresentar o Programa Ler e Escrever da Secretaria Municipal de Educação, aos novos professores do Ensino Fundamental, os três últimos dias do treinamento versam sobre as disciplinas de Português e Matemática, segundo a concepção que embasa o Programa. No dia 27 de janeiro, as formadoras Vanessa Abdala e Luciana Chittolina abordaram o conhecimento do ensino da Matemática. “Tivemos a preocupação de introduzir o Programa e sugerir maneiras de como trabalhar a Matemática com os alunos do Ensino Fundamental”.


Dentre os temas discutidos, “As crianças e a construção de escritas numéricas”; “O sistema de numeração decimal”; “A sondagem de numeração – análise e encaminhamento”; “Guia de planejamento e orientações didáticas”; entre outros. Além disso, os profissionais realizaram dinâmica de grupo com ditados numéricos de três alunos da mesma sala, do 1º ano do Ensino Fundamental, para que fosse identificado o domínio que essas crianças têm em relação ao sistema numérico.

Na troca de experiências, um grupo de professoras comentou que hoje há mais recursos para a aplicação de disciplinas com os alunos, o que torna “mais dinâmica a forma de transmitir o conteúdo e, consequentemente, do aluno entender”. As formadoras também sugeriram a possibilidade de substituir os números por objetos como papel e bastão de madeira.



