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Faltas em consultas no SUS passam de 57 mil em três meses e impedem redução de filas

Ausência de pacientes gera desperdício de vagas, aumenta tempo de espera e mantém pressão sobre o sistema público de saúde

Por CCS / Publicado em 17/04/2026
Tempo de leitura: 3 minutos.

Mais de 57 mil consultas e exames foram perdidos no primeiro trimestre de 2026 em Piracicaba por causa de faltas de pacientes. O número representa um índice de 23,1% de absenteísmo, mantendo o problema como um dos principais entraves para ampliar o acesso à saúde no município.

A imagem mostra uma sala de espera, provavelmente em um ambiente público como uma clínica, hospital ou repartição pública. No centro, há um balcão de atendimento com uma janela onde um homem está sendo atendido. Acima do balcão, um painel eletrônico exibe a senha atual "C61" para o setor de "Recepção 2". À esquerda do balcão, há um equipamento eletrônico, possivelmente um terminal de autoatendimento ou um quiosque para retirada de senhas. A sala tem paredes pintadas em azul claro e branco, e o piso é de um material cinza com manchas. À direita, há várias cadeiras de plástico branco com estrutura metálica preta, organizadas para os clientes aguardarem sua vez. Ao fundo, há duas cadeiras de rodas próximas a uma porta, indicando acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. O teto possui luminárias fluorescentes e um ventilador de teto. No painel eletrônico, também são exibidas diversas senhas anteriores atendidas, como 148, 168, 169, entre outras, além de nomes como Maria, Mariana e Marcelo, sugerindo o sistema de chamada utilizado no local. O ambiente é simples, funcional, com foco na organização do atendimento, transmitindo uma atmosfera típica de serviços públicos ou de saúde.
Faltas a consultas geram grande impacto na rede municipal

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, entre janeiro e março, foram 248.143 atendimentos agendados, mas 57.332 pacientes não compareceram, gerando desperdício de vagas que poderiam ser destinadas a outros usuários.

O impacto é direto nas filas de espera. Com base nos números de 2025 — quando foram registradas 310.365 faltas —, seria possível zerar a fila atual, estimada em 225.771 pessoas, caso os pacientes comparecessem aos atendimentos.

“Cada falta é uma oportunidade perdida de cuidar de alguém que está esperando. Quando o paciente não comparece e não avisa, essa vaga não pode ser repassada a outra pessoa. Por isso, é fundamental que a população se conscientize e cancele com antecedência quando não puder ir”, destaca o secretário de Saúde, Gustavo Aguiar.

Na Atenção Básica, onde está a porta de entrada do sistema, o índice de faltas é ainda maior: 26,7%, com 34.365 ausências em 128.845 consultas agendadas no primeiro trimestre de 2026. Na Atenção Secundária, o absenteísmo foi de 17,3% nos exames e 20,4% nas consultas especializadas.

A imagem mostra uma sala de exame médico, organizada e limpa. À esquerda, há uma mesa de exame com estofado azul, equipada com apoios para as pernas e um pequeno degrau ao lado. Um banquinho giratório de metal está próximo à mesa. Na parede, uma janela grande permite a entrada de luz natural, que ilumina o ambiente e cria sombras no chão. À direita, há uma escrivaninha com um computador exibindo uma planilha, um telefone, uma garrafa vermelha e alguns materiais de escritório. Na parede próxima à escrivaninha, há uma pia com torneira e acima dela um quadro com uma imagem colorida de flores. No fundo da sala, uma porta azul com símbolos universais indica um banheiro acessível. O ambiente transmite uma sensação de profissionalismo e cuidado, típico de consultórios médicos.
Na Atenção Básica, o índice de faltas no primeiro trimestre é de 26,7%, o que representa 34.365 ausências

Entre as áreas mais afetadas no levantamento de 2025 aparecem Radiologia (38,85%), Terapia Ocupacional (38,62%), Nutrição (37,56%) e Psicologia (34,75%), com índices que chegam perto de 40% de ausência.

Quando o paciente falta sem aviso, a vaga é perdida e não pode ser reaproveitada. Além disso, o usuário precisa retornar ao fim da fila para um novo agendamento, o que prolonga ainda mais o tempo de espera.

A Secretaria de Saúde reforça o apelo para que, ao não poder comparecer, o paciente faça o cancelamento antecipado pelo portal do SISS ou diretamente na unidade de saúde. A medida simples pode evitar desperdício de vagas e ajudar a reduzir o tempo de espera de quem precisa de atendimento.


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