Evento cívico marca homenagem a Tiradentes
Em evento cívico na manhã de ontem, na Praça José Bonifácio, foi homenageado Tiradentes – Patrono Cívico da Nação Brasileira. O evento contou com citações dos aniversários da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Escola Sud Menucci, da Guarda Mirim e da escola de Samba Ekyperalta. O evento, que contou com público de cerca de 200 pessoas, teve apresentação do Tiro de Guerra, hasteamento de Bandeiras, fala de autoridades, apresentação das Fanfarras das Escolas Municipais Thales Castanho de Andrade e André Franco Montoro e encenação do ator Benedito Daniel Valin, que apresentou esquete em que fez comparações entre a luta de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e outras lutas de brasileiros – natos ou naturalizados ou mesmo àqueles que abraçaram a pátria somente – que abnegados, em nome da liberdade e fim da opressão marcam a história do país. Na oportunidade, o Prefeito Barjas Negri, agradeceu a todos que estavam na Praça, por em um feriado optarem por estar ali para assistir a homenagem a um homem que lutou contra a opressão e a tirania. Barjas lembrou que eventos desta natureza são importantes para salientar e divulgar a história do Brasil. O presidente da Câmara de Vereadores, João Manoel dos Santos, afirmou em sua fala que mesmo após 250 anos muitas coisas não mudaram, referindo-se a Tiradentes ter sido o único que sofreu pena capital e que este fato é reputado ao seu lugar na escala social. “mesmo hoje quem vai preso são os pobres, como na história de Tiradentes”. Pouco da história de Tiradentes: O líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).Foi mascate, pesquisou minerais, foi médico prático. Tornou-se também conhecido, na sua época, na então capitania, por sua habilidade com que arrancava e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, com grande arte.
Junto com vários integrantes da aristocracia mineira, entre eles poetas e advogados, começa a fazer parte do movimento dos inconfidentes mineiros, cujo objetivo principal era conquistar a independência do Brasil. Tiradentes era um excelente comunicador e orador. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse o escolhido para liderar a Inconfidência Mineira. Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais brandas como, por exemplo, o açoite em praça pública ou o degredo. Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado a forca. Foi executado em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha uma constituição, direito de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal. Fonte: Enciclopédia Ilustrada do Ensino Primário
