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ETE Ponte do Caixão usa sistema que não produz mau cheiro

Por Comunicação Social / Publicado em 17/06/2011
Tempo de leitura: 5 minutos.

Até o final deste ano, Piracicaba terá um avanço significativo no tratamento de esgoto, saltando dos atuais 36% para 70%. Com o início das atividades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ponte do Caixão, serão tratados os degetos da margem esquerda do rio Piracicaba, exceto os da bacia do Piracicamirim. Além de ampliar o volume tratado, o funcionamento desta ETE também atende proposta do Plano Diretor, atingindo uma população de 150 mil habitantes.

Para chegar a esse resultado, o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) está investindo no sistema da Ponte do Caixão, que inclui a ETE propriamente dita, as Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) da Glebas Califórnia, Margem Esquerda do Rio Piracicaba, Itapeva, Santo Antonio I e II, além de 7,35 quilômetros de interceptores e 4,7 quilômetros de coletores-tronco.

Vlamir Schiavuzzo, presidente da autarquia, ressalta que essa é a primeira ETE do município funcionando exclusivamente pelo sistema aeróbio, que não produz gás sulfídrico (H2S), o responsável pelo mau cheiro. “A construção da ETE Ponte do Caixão está dentro do cronograma executivo atual”, completa o presidente.

De acordo com Mickel Ribeiro Machado, gerente da COM Engenharia/Cesbe, empresa responsável pela construção da Estação, estão sendo construídos, além das fundações e parte estrutural, três tanques – cada um com 72 m de comprimento por 35 m de largura e seis de altura – onde o esgoto será tratado pelo processo aeróbio. Após essa fase, o esgoto vai para três decantadores, onde é separado o lodo, para ser descartado em aterro e a água tratada retorna ao rio Piracicaba. “A água é 100% tratada e o controle de pureza será feito pela medida da oxigenação”, afirma Machado.

Além da Ponte do Caixão, o Semae está investindo na construção da ETE Santa Rosa/Capim Fino e na terceira grande ETE, a Bela Vista, que será executada através de Parceria Público-Privada (PPP). Com essas ETEs, a cidade tratará 100% do seu esgoto, demonstrando todo empenho da autarquia e da Administração municipal com a preservação do rio Piracicaba e o cuidado com o meio ambiente. Esse resultado também atende ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o município e o Ministério Público, que deve ser cumprido até 31 de dezembro de 2012.

SISTEMA AERÓBIO

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ponte do Caixão é a primeira da cidade a ter sistema de lodo ativado aeróbio. Acompanhe como funciona esse sistema:

– esgoto bruto – através de emissários, interceptores, coletores-tronco e redes coletoras o esgoto bruto entra na ETE.

– gradeamento grosseiro – é o segundo passo do tratamento. O esgoto entra nesse gradeamento, onde é retirado todo lixo impróprio para o tratamento. São garrafas pet, tampas plásticas, pneus, vidros e outras peças de grande volume

– estação elevatória de esgoto (EEE) – é onde o esgoto é bombeado para o peneiramento fino.

– peneiramento fino – é processo de retirada de lixo pequeno. Ao final, acontece a distribuição do esgoto para os tanques de aeração.

– tanques de aeração – aqui o ar é injetado para tratamento por meio de sopradores, ajudando as bactérias aeróbias na digestão da matéria orgânica e na eliminação de odores.

– tanques de decantação – é onde se separa o líquido do lodo. O excesso de lodo vai para centrifugação, e sua destinação final é o aterro sanitário.

– centrifugação – separa o líquido do lodo

– tanques de desinfecção – o liquido que chega aqui já é o efluente tratado, pronto para desinfecção com cloro. Após esse tratamento a água retorna para o rio Piracicaba.


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