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Espaços turísticos e culturais da cidade recebem visita técnica de alunos do Senac

Estudantes passaram pelo Engenho Central, Misp e Pinacoteca

Por CCS / Publicado em 27/03/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.

“Eu passei 20 anos da minha vida frequentando o Engenho Central sem saber a história real dele. Eu não sabia que o Engenho já tinha sido administrado por franceses”. A declaração é da piracicabana Julia Crescencio, 20. Ela integra turma de alunos do programa de aprendizagem Jovem Aprendiz do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) que visitou, na última quarta-feira, 25/03, diferentes espaços turísticos e culturais do Engenho Central, como parte das atividades práticas da unidade curricular de turismo no curso. Foram ao todo 22 estudantes com idades entre 16 e 22 anos. Eles foram recepcionados por equipe da Secretaria Municipal de Turismo e, na sequência, participaram de visita guiada pelo Engenho, acompanhados por corpo técnico da Secretaria de Cultura.

A imagem mostra um grupo de cerca de 25 pessoas, principalmente jovens adultos, posando para uma foto em frente a um edifício antigo de tijolos vermelhos. O edifício tem pilares grossos e portas arqueadas, além de janelas com persianas escuras. O grupo está disposto em várias filas, com duas pessoas ajoelhadas no centro da frente e os demais em pé atrás delas. As pessoas vestem roupas casuais, como camisetas, jeans e tênis. A luz do dia ilumina a cena, criando sombras fortes no chão de pedras irregulares. Ao fundo, à direita, é possível ver algumas árvores ou arbustos verdes. No topo da imagem, há um texto que diz "30 ANOS HAPPY", sugerindo que a foto pode ser uma comemoração de aniversário ou marco importante. O clima da foto é descontraído e alegre.
Alunos do Senac foram recepcionados na sede da Secretaria Municipal de Turismo

A primeira parte da visita foi na sede da Secretaria de Turismo, situada dentro do Engenho Central. Na ocasião, os estudantes receberam as boas-vindas da titular da Pasta, Clarissa Quiararia, que falou sobre o trabalho desenvolvido e as atividades turísticas no município. Em seguida, eles fizeram caminhada de exploração pelo Engenho, guiados por Pedro Maurano, coordenador do espaço. Houve visita, também, à Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, com condução realizada por Élide Guimarães, servidora no local, e ao Misp (Museu da Imagem e do Som de Piracicaba), com Rober Caprecci.

A imagem mostra um amplo espaço entre dois prédios históricos de tijolos vermelhos, típico de antigas construções industriais. À esquerda, há um edifício alto com vários andares, janelas e portas arqueadas, algumas com vidros quebrados, evidenciando a idade do local. À direita, um prédio menor, também de tijolos, com uma grande porta metálica de enrolar e uma placa que diz "Casa do Artesão", indicando que o local funciona como espaço para vendas e exposição de artesanato, administrado pela Prefeitura do Município de Piracicaba. O céu está claro e azul com algumas nuvens brancas, iluminando a cena com luz natural. No centro da imagem, destaca-se um poste alto, e ao fundo, algumas árvores completam o cenário. Há poucas pessoas circulando no pátio de pedras entre os prédios, que reforça a sensação de um espaço amplo e aberto. A fotografia foi tirada com uma lente grande angular, o que causa uma leve distorção nas linhas verticais dos edifícios, dando uma sensação de imponência ao local. Essa imagem representa o Engenho Central, um patrimônio histórico e cultural da cidade de Piracicaba, que atualmente abriga atividades culturais e artesanais.
Engenho Central foi fundado em 19 de janeiro de 1881
A imagem mostra uma galeria de arte com um grupo de pessoas, principalmente jovens, explorando o espaço. O ambiente é amplo, com paredes brancas e azul claro, teto alto com vigas metálicas expostas e piso de madeira clara. As pessoas estão distribuídas pelo local, algumas observando quadros nas paredes e outras em volta de uma mesa central com uma superfície de vidro, possivelmente exibindo objetos ou documentos. A iluminação é clara e bem distribuída, vinda de luminárias no teto. No lado direito do espaço, há uma linha amarela no chão que provavelmente delimita a área para os visitantes. A atmosfera parece tranquila e contemplativa, típica de um museu ou galeria de arte.
Estudantes durante visita à Pinacoteca municipal

“Gostei bastante de toda a visita, porque aprendi muito. E eu amei a Pinacoteca e as obras que ela abriga atualmente”, comentou Julia.

Quem também aprovou o roteiro pelo Engenho foi a estudante Ana Carolina de Souza, 19. Para ela, foi um momento de descobertas. “Eu acho que, no geral, o que foi mais interessante foi a história do Engenho Central, porque eu cresci aqui na cidade e acreditava que haviam escravizados no Engenho. Esta foi a maior fake news da minha vida, que durou por 19 anos. Então, foi muito interessante saber a história real, incluindo os franceses. Foi uma visita muito educativa”, afirmou.

A imagem mostra duas mulheres jovens, posicionadas lado a lado, apoiadas em um corrimão de metal e madeira, em um espaço interno que parece ser uma galeria de arte ou museu. Elas estão sorrindo e olhando para a câmera. A mulher à esquerda tem cabelo curto com mechas rosas, usa óculos, camiseta vermelha e calça preta. A mulher à direita tem cabelo longo e cacheado, também usa óculos, uma blusa branca com um colete vermelho bordado e calça cinza. O ambiente é amplo, com teto alto e estruturas metálicas aparentes, além de quadros pendurados nas paredes ao fundo. A iluminação é natural, entrando pela direita da imagem, e destaca as cores das roupas das mulheres, criando um contraste com as paredes claras e o piso escuro da galeria. A composição transmite uma atmosfera acolhedora e cultural.
Ana Carolina e Julia disseram que visita agregou conhecimento a elas

Para a secretária de Turismo, Clarissa Quiararia, atividades como esta contribuem para expandir o conhecimento e, também, o senso de pertencimento. “Os espaços turísticos e culturais são pontos de visitação e contemplação e contribuem para a difusão da arte e de muitos aprendizados. E a partir do momento em que a comunidade conhece a sua própria história, ela passa a cuidar, a zelar com mais compromisso, a entender a importância de cada local”, disse.

HISTÓRIA – O Engenho Central foi fundado em 19 de janeiro de 1881 pelo Barão de Rezende. O complexo industrial, com maquinários trazidos da França, deveria processar toneladas de cana-de-açúcar com mais rapidez que os artesanais engenhos movidos à força de mula. Em 1899, Rezende decidiu vender o engenho para três franceses, Durocher, Doré e Maurice Allain, com a nova denominação Sucrerie de Piracicaba. Já em 1907 foi fundada a sociedade anônima Societé de Sucrerie Brèsilliennes’ (S.S.B), que compreendia seis usinas, com produção anual de 100 mil sacas de açúcar e três milhões de litros de álcool. Na ocasião, foi considerada a maior empresa do Estado em produção e a mais importante do país. A partir da década de 1950, a concorrência do açúcar dos outros países latino-americanos e a dificuldade de manutenção das peças importadas e de mão-de-obra especializada fizeram a produção decair em todos os engenhos centrais. Em 1970, então, o Engenho Central de Piracicaba foi vendido para Usinas Brasileiras de Açúcar, funcionando até 1974, quando foi desativado. As antigas construções foram substituídos por edifícios de alvenaria aparente, conforme a necessidade, a partir da década de 1920. Atualmente, o Parque do Engenho Central sedia diversos eventos, como o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, a Paixão de Cristo, a Festa das Nações, entre outros.


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