Engenho Central terá teatro no barracão 6
Aconteceu na manhã de hoje, no Engenho Central, a apresentação da maquete do projeto para execução de um teatro no Engenho. A apresentação foi feita pelo arquiteto Marcelo Ferraz, do Escritório Brasil Arquitetura, contratado para elaboração do projeto executivo, que inclui projetos de hidráulica, acústica, ar-condicionado, iluminação, elétrico e restauro. De acordo com o projeto, o Barracão 6 do Engenho Central se tornará um amplo teatro, com direito a fosso para apresentações operísticas, bar, restaurante e galerias que remontam ao teatro elisabethano, além de palco que extrapolará a edificação do barracão e formará com a Praça Central do Engenho, uma ampla área de atividades diversas. O teatro será constituído do térreo e mais dois pavimentos. Segundo Ferraz, o projeto está sendo elaborado, sempre lembrando que o restauro deve deixar as marcas do tempo no galpão e também propondo soluções que permitam revelar o lado industrial da edificação. Conforme o projeto, a nave central será a do Teatro, que contará com cerca de 500 lugares, divididos nos pavimentos e nas galerias, amplo palco e fosso. As adjacentes abrigarão, de um lado, restaurante, bar, cozinha industrial, camarins, banheiros e hall e do outro sala de atividades multiuso, que podem tanto servir como espaço de ensaios, como para a hospedagem de escolas de músicas, artes plásticas, danças e outros. O projeto acústico do teatro está a cargo de José Augusto Nepomuceno, que foi responsável pelo projeto da Sala São Paulo. Para a Secretária Municipal da Ação Cultural, Rosângela Camolese, será importante a execução deste projeto, que trará uso nobre para espaço tão significativo da cidade, como é o Engenho Central. Segundo Rosângela, o espaço também será utilizado como cinema, que deverá ser ofertado a preços populares. “Nós já recebemos cerca de 1000 pessoas por fim de semana que comparecem ao Engenho só para conhecer a beleza arquitetônica deste local. Com a ocupação do local com investimentos desta natureza, traremos qualidade a estas visitas e conseqüentemente mais público” Para o diretor-presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba, João Chaddad, o investimento neste momento tem um significado, já que agora efetivamente a prefeitura acordou com os antigos proprietários do Engenho o pagamento do local e está quitando as parcelas. “Com um espaço que agora é nosso, podemos investir, por isso já fizemos o restauro do barracão do Salão do Humor, estamos refazendo o calçamento e agora pretendemos investir na execução deste teatro”. O projeto executivo elaborado pela Brasil Arquitetura, que também já desenvolveu o anteprojeto do Engenho Central como um todo em 2004 , tem previsão de ficar pronto em meados de agosto. Para a execução do mesmo, o custo da obra, que duraria cerca de um ano e meio, é próximo de seis milhões.
