Encontro do prefeito com empresários discute crise econômica
Representantes de diversos segmentos empresariais se encontraram com o prefeito Gabriel Ferrato, na tarde da última quarta-feira, no Teatro Erotides de Campos, no Engenho Central, para discutir a crise econômica que atinge o país e que já se reflete no município, atingindo setores importantes como o da indústria, com o crescente número de desemprego afetando os trabalhadores. Algumas previsões apontam que este momento de crise atravessará ano de 2015, com possibilidades de estender em 2016.
Os secretários de Governo, José Antonio de Godoy, do Desenvolvimento Econômico, Tarcisio Mascarin e de Trabalho e Renda, Sergio Fortuoso e o Procurador Geral do Município, Mauro Rontani, também estiveram presentes na reunião, que durou cerca de 2 horas e meia.
As principais preocupações colocadas na reunião foram o desemprego e a recessão econômica, exigindo medidas imediatas e em conjunto, para que a cidade possa atravessar o período da crise de forma menos traumática. Ficou definido que será montada um agenda que busque a união e a interlocução de diversos setores da sociedade e o Poder Público, priorizando o diálogo. Os representantes sindicais e o Ministério Público serão ouvidos para também contribuirem com as discussões, que visam, sobretudo, preservar o emprego e a qualidade de vida das pessoas.
O prefeito considerou o encontro positivo, pois permitiu que os participantes expressem suas impressões em
relação ao momento econômico que o país atravessa e suas dificuldades. Informa que será construída uma agenda conjunta de trabalho, integrando o empresariado, os sindicatos dos trabalhadores e Poder Público, para atravessar a crise, até que a economia se recupere. “O que se vê é um quadro de estagnação, com menor geração de emprego e só com um agenda poderemos encontrar alguns caminhos para enfrentar este momento difícil”.
Gabriel Ferrato diz que o país atravessa uma crise política, econômica e ética e os setores que movem a economia tem percebido estes impactos negativos. “O quadro vai se agravar e a tendência é os postos de empregos se reduzirem. Essa crise limita as possibilidades de investimentos. O efeito disso tudo para o Poder Público é preocupante, principalmente na questão desemprego, gerando uma crise social, aumentando a demanda em diversos serviços públicos, como na saúde. É necessário manter a coesão social e dar condições minimamente para manter a qualidade de vida das pessoas”.
O secretário da Semtre considerou a reunião positiva, por reunir diversos setores empresariais, iniciativa encabeçada pelo prefeito Gabriel Ferrato. “Essa articulação com entidades de classe do setor patronal nesse momento, reunindo o comércio, indústria e serviço, o grande, o médio e microempresários, representa a unidade em torno da discussão”.
Fortuoso ressalta que os cursos de qualificação devem ser ampliados para atender algumas carências nas empresas nesse momento econômico difícil, que tem propiciado negativamente a perda de alguns postos de trabalho. “Precisamos estar preparados para fazer substituições, pois alguns setores ainda oferecem oportunidades. Nenhuma empresa quer perder talentos e estão fazendo o que é possível dentro de um quadro de recessão econômica”.
Luis Carlos Veguin, Diretor de Recursos Humanos da Raízen destacou a iniciativa do prefeito em chamar setores da iniciativa privada, por trazer à tona uma discussão produtiva sobre a situação atual do país. “É um passo à frente e uma antecipação com ações para enfrentar eventuais problemas futuros”. A partir de agora diz ser necessário agregar estudos, montar plano e ação e estabelecer um cronograma e iniciar a implantação das iniciativas.
Veguin diz que ficou claro que o desemprego é uma preocupação geral, porque gera agravamento dos problemas sociais no município. “Temos alternativas para parte dos problemas, citando como exemplo, a proposta feita a Semtre, de aproveitar trabalhadores da cidade no período da safra para agricultura, na mecanização e indústria, sem precisar recorrer a trabalhadores de outros Estados, resolvendo em parte o problema de desemprego”.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), Angelo Frias, diz é oportuno nesse momento de dificuldades ouvir representantes de setores produtivos da cidade, que geram emprego e renda, onde cada um pode colocar suas visões de curto, médio e longo prazo, para superar obstáculos. “Reunir essa representatividade enriquece o diálogo e dá força para as ações. Quando temos mais pessoas e entidades representativas, cresce a força política para exigir mudanças”.
