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Embaixador de Moçambique visita o Apla

Por Comunicação Social / Publicado em 18/01/2012
Tempo de leitura: 4 minutos.

O Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) recebeu nesta terça-feira, 17, a visita do embaixador da República de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Miguigy Murargy, durante visita para conhecer o funcionamento do setor sucroenergético brasileiro. Ele foi recepcionado pelo presidente do Conselho do Apla, José Antonio de Godoy, e pelo secretário-executivo, Flávio Castelar, na sede do Simespi, onde assistiu apresentação das atividades do arranjo produtivo e obteve uma visão geral do setor. Em seguida, visitou o Parque Tecnológico de Piracicaba e a sede do Grupo Dedini.

“Já temos legislação para adicionar 25% de etanol na gasolina”, disse Murade, que se autodenominou “um fanático pela energia renovável”. De acordo com o representante do governo moçambicano, a produção nacional já é suficiente para atender a demanda atual, mas a expectativa do país africano é obter excedente para exportar. Como produtor de açúcar – faz 250 mil toneladas ao ano – Moçambique vende, principalmente, aos Estados Unidos e à União Europeia.

Durante sua apresentação, Flávio Castelar explicou o funcionamento do arranjo produtivo. “As empresas do cluster podem ofertar soluções completas para produção de bioenergia, que vai desde o projeto, máquinas, equipamentos para o processamento e produção da cana-de-açúcar, chegando até a logística e comercialização do etanol e açúcar”, explicou. E destacou a importância de o Brasil compartilhar a tecnologia com países interessados em desenvolver a produção de energia renovável. “Precisamos de parcerias porque uma parte expressiva dos equipamentos (para uma usina) fica mais barato se forem fabricados no país onde será instalado, aumentando a competitividade dos nossos equipamentos e gerando desenvolvimento local”, disse.

José Antonio de Godoy, presidente do Conselho do Apla, lembrou que a cadeia produtiva do setor sucroenergético no Brasil movimenta cerca de 23 bilhões de dólares por ano e emprega mais de um milhão de pessoas. “A indústria do etanol emprega 20 vezes mais mão-de-obra por litro produzido do que a dos combustíveis fósseis”, disse, para enfatizar a importância social no desenvolvimento da produção agrícola e industrial para o país africano.

O objetivo da visita, além de atualizar as informações sobre o setor e as atividades do Apla, é começar a desenhar uma parceria para desenvolver ações conjuntas entre o cluster e o Governo de Moçambique, visando maximizar a implantação do programa de bioenergia no país africano.

O desenvolvimento da produção de etanol em Moçambique já despertou o interesse de empresas brasileiras. No final do ano passado, a Açúcar Guarani, uma parceria da Tereos Internacional com a Petrobras Biocombustíveis, anunciou a produção de etanol no país luso-africano.

Assessoria de Imprensa do APLA- Erich Vallim Vicente


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