Doença associada a vírus transmitido pelo Aedes aegypti preocupa Saúde
O elevado número de casos de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) – que provoca paralisia muscular e pode até matar – registrado nas últimas semanas na Bahia, traz preocupação também à Secretária de Saúde de Piracicaba. Com 55 casos registrados no Estado do Nordeste, a doença neurológica não tem causa definida e, geralmente, tem ligações com doenças virais como a dengue, chikungunya e zika.
O governo baiano avalia a ligação da síndrome com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em Salvador, uma jovem de 26 anos morreu após apresentar a doença. “Isso é algo que nos preocupa, pois além da dengue, o mosquito transmite outros vírus e agora na Bahia há essa possibilidade de associação da SGB com o zika, pois o Estado vive um surto da doença, com quase 33 mil casos registrados este ano”, alerta o secretário de Saúde de Piracicaba, Pedro Mello.
Dos 55 casos da SGB registrados na Bahia, 32 ocorreram em Salvador. A Síndrome Guillain-Barré não tem causa específica. No entanto, na maioria dos casos, duas ou três semanas antes, os portadores da síndrome manifestaram uma doença aguda provocada por vírus.
A doença faz com que a pessoa tenha perda da força muscular, com casos de paralisia facial, e começa de baixo para cima. Em geral, a moléstia evolui rapidamente, atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e regride devagar. Por isso, pode levar meses até o paciente ser considerado completamente curado. Em alguns casos, a doença pode tornar-se crônica.
“Devemos evitar que esse quadro se repita em nossa cidade, pois as pessoas que apresentam a síndrome exigem internação hospitalar e isso pode comprometer nosso sistema se houver algo parecido com o que vem ocorrendo em Salvador. Estamos alertas e fazendo nossa parte no combate ao mosquito, mas a população também precisa colaborar”, fala Pedro Mello.

CRIADOUROS O secretário alerta que não há motivo para pânico, pois o zika vírus ainda não foi registrado em Piracicaba, mas apela para a população no combate e eliminação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. “Temos que eliminar os mosquitos por meio da eliminação dos criadouros. A população deve fazer sua parte e colaborar, pois somente assim iremos vencer essa verdadeira guerra que travamos contra o Aedes aegypti”, diz.
Somente este ano, 630 mil visitas foram realizadas em Piracicaba pelas equipes de combate à dengue no trabalho rotineiro de nebulização, retirada de criadouros, busca ativa e arrastões. A Secretaria ainda realiza visitas em pontos estratégicos, imóveis especiais e atendimento às demandas que chegam por meio do telefone 156.
