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Com coragem e fé, mãe realiza parto sozinha em casa e emociona equipe do Samu

Bebê nasceu antes da chegada do atendimento, e mãe e filha foram encaminhadas em segurança à Santa Casa

Por CCS / Publicado em 20/03/2026
Tempo de leitura: 3 minutos.

Você está a 12 dias da data prevista para o nascimento do seu segundo filho, em casa, com o primogênito de 1 ano e 5 meses. As dores começam a ficar mais intensas, mas você ainda acredita que não chegou a hora. Para tentar aliviar o desconforto, vai ao banheiro — e percebe que o bebê está nascendo.

Foi essa a situação vivida por Ana Julia Deo dos Santos, de 24 anos, na quinta-feira, 19/3. Sem tempo para pânico, ela realizou sozinha o parto da filha, Olivia, e ainda aguardou cerca de 10 minutos até receber ajuda.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e, quando a equipe formada pelo condutor Roberto Rocha e pela técnica de enfermagem Nagia Fernandes chegou à residência, a bebê já havia nascido e mamava no colo da mãe.

A imagem mostra dois paramédicos em um ambiente hospitalar, provavelmente uma sala de parto ou emergência obstétrica. Ambos vestem uniformes azuis escuros com faixas refletivas prateadas. O paramédico à esquerda é um homem, com cabelo curto, e tem o nome "ROCHA" e o tipo sanguíneo "O+" bordados no uniforme, além do logo "SAMU 192" e uma pequena bandeira do Brasil na gola. A paramédica à direita é uma mulher, que usa óculos e luvas brancas, segurando um recém-nascido envolto em um cobertor branco e usando um gorro de tricô claro. Ao fundo, há equipamentos médicos, como um monitor, luz cirúrgica e tomadas de gases medicinais, caracterizando um ambiente clínico. A expressão dos paramédicos é de alegria e satisfação, sugerindo que o nascimento do bebê ocorreu com sucesso e eles estão comemorando o momento.
Rocha, Nagia e a bebê Olivia

“Foi uma experiência surreal. Fiquei inicialmente em choque e pedi para Deus me ajudar”, conta Ana Julia, que foi encaminhada com a filha para a Santa Casa e deve receber alta neste sábado. Olivia nasceu com 2,625 kg e 46 cm.

Foi a segunda vez, em um intervalo de oito dias, que o Samu participou de um parto.
“Nós cortamos o cordão umbilical, envolvemos a criança em manta térmica e lençol esterilizado e levamos mãe e filha para o hospital”, relata Rocha, que atua há seis anos no serviço.

Apesar da experiência em ocorrências desse tipo, ele afirma que a emoção é sempre única. “É uma sensação muito boa, que anima a gente”, diz, destacando que a bebê estava corada e com ótima respiração quando a equipe chegou à casa, no bairro Paulista.

Em tom descontraído, Rocha ainda deixa uma dica aos colegas do Samu: “Quando a lua muda, é sempre bom ficar alerta”, brinca, feliz por ter participado, mesmo que de forma indireta, da chegada de mais uma vida.


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