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Codepac inicia processo para reconhecer o XV de Piracicaba como patrimônio cultural imaterial

A iniciativa busca reconhecer o clube como um importante símbolo da cidade

Por CCS / Publicado em 12/02/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
A imagem mostra um momento de grande celebração esportiva, onde um grupo de jogadores e membros da equipe técnica estão comemorando a conquista de um título. O foco principal é um troféu dourado sendo erguido por várias mãos, simbolizando a vitória coletiva. Os atletas vestem uniformes listrados em preto e branco com detalhes dourados, e muitos exibem medalhas no pescoço. Confetes coloridos, em tons de rosa e azul, caem ao redor, acrescentando uma atmosfera festiva e vibrante à cena. Ao fundo, é possível ver uma grande faixa roxa com o texto "COPA PAULISTA Sicredi 2025", indicando o nome do campeonato e o patrocinador. A iluminação intensa destaca o brilho do troféu e a alegria nos rostos dos jogadores. Também aparecem algumas marcas e logotipos de patrocinadores, como "raízen" e "Unimed". A imagem transmite emoção, união e o êxtase da vitória no esporte.
A iniciativa busca reconhecer o clube como um importante símbolo da cidade – Foto – Diego_Ag.Paulistão

Durante última reunião realizada no dia 06/02, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac) iniciou o processo de registro do Esporte Clube XV de Novembro como patrimônio cultural imaterial do município.

A iniciativa busca reconhecer o clube como um importante símbolo da cidade. Conforme fundamentação apresentada no processo, o futebol é compreendido como manifestação cultural capaz de expressar a relação do indivíduo com o território em que está inserido, a partir das práticas, experiências, objetos e significados que o envolvem — especialmente em contextos regionalistas, como o de Piracicaba.

De acordo com o sociólogo do Setor de Patrimônio Histórico (vinculado à Secretaria de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos), Guilherme Augusto Isidoro, propor o reconhecimento de um clube como patrimônio imaterial tem como objetivo preservar a relação de pertencimento construída entre clube e cidade. “Mesmo diante do movimento mercadológico do futebol, que amplia a torcida por equipes televisionadas, o time da cidade ainda ocupa um espaço especial no coração dos apaixonados pelo esporte”, disse.

O sociólogo ainda destacou que o XV representa essa identidade por meio de símbolos marcantes como o Nhô Quim, mascote oficial do clube, o zebrado da camisa que é uma das formas mais imediatas de identificar um piracicabano em qualquer lugar, e o antigo hino popular. “Esse hino, relembrando o jornalista Cecílio Elias Netto, surgiu como uma sátira aos piracicabanos e foi ressignificado ao longo do tempo pelos torcedores, tornando-se elemento de afirmação cultural”, acrescentou.

PRÓXIMAS ETAPAS – Com a abertura do processo, o Setor de Patrimônio Histórico inicia agora a fase de instrução, que consiste na reunião de informações históricas, realização de entrevistas, levantamento documental e sistematização de registros que fundamentem o reconhecimento do clube como patrimônio cultural imaterial.

Na sequência, será elaborado um parecer técnico com base no material reunido. A partir desse parecer, o Conselho deliberará sobre o registro. Em caso de aprovação, o reconhecimento será formalizado por meio de decreto.

O GLORIOSO ESQUADRÃO – Fundado oficialmente em 15 de novembro de 1913, o Esporte Clube XV de Novembro nasceu da união de dois grupos apaixonados pelo futebol: o 12 de Outubro, formado por funcionários de uma marcenaria que jogavam bola nos intervalos do almoço, e o Esporte Clube Vergueirense, ligado à família Pousa.

Os jogos improvisados, inicialmente realizados em quintais e depois em um terreno na rua Regente Feijó — que se tornaria o primeiro campo do clube — deram origem a uma das mais tradicionais equipes do interior paulista. O nome XV de Novembro foi escolhido em homenagem à Proclamação da República, por sugestão do primeiro presidente do clube, o capitão Carlos Wingeter.

Desde então, o XV construiu uma trajetória que ultrapassa as quatro linhas. Mais do que um time de futebol, tornou-se símbolo de identidade coletiva, orgulho local e pertencimento — elementos que agora passam a ser oficialmente analisados no processo de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial de Piracicaba.


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