CCZ realiza bloqueio sanitário no bairro São Dimas após caso positivo de raiva em morcego
Visitas foram realizadas em um raio de 500 metros ao redor do local do caso positivo
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), departamento da Secretaria Municipal de Saúde, realizou visitas a 1.393 imóveis em 21 vias do bairro São Dimas após a confirmação do primeiro caso positivo de raiva em morcego no município em 2026, noticiado pela Prefeitura no dia 21/01. O animal foi encontrado no próprio bairro e teve amostra de encéfalo analisada pelo Instituto Pasteur/CCZ de São Paulo, laboratório de referência para o diagnóstico do vírus da raiva.

Realizado durante oito dias, o bloqueio sanitário compreendeu um raio de 500 metros ao redor do local do caso positivo. Do total de imóveis visitados, 536 estavam abertos e 857 fechados.
Durante a ação de bloqueio, a equipe do CCZ recolheu sete amostras de morcegos no bairro São Dimas, em janeiro, no trabalho casa a casa, além de duas amostras na região central. Esses dois casos da área central foram encaminhados ao CCZ após moradores procurarem o serviço, motivados pelas orientações divulgadas durante o bloqueio.

Nos primeiros dias de fevereiro, ainda como parte da ação informativa, outras quatro amostras de morcegos provenientes do bairro São Dimas já foram recolhidas.
Nas visitas, as equipes orientaram os moradores sobre a confirmação do caso positivo de raiva em morcego na região, a importância de comunicar o CCZ ao encontrar morcegos vivos ou mortos — especialmente durante o dia, quando apresentam comportamento atípico — e reforçaram a necessidade de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia. Também foi informado que o CCZ funciona como posto fixo de vacinação durante todo o ano.
Em 2025, Piracicaba registrou sete casos positivos de raiva em morcegos, sem nenhuma notificação da doença em cães ou gatos. Os casos ocorreram nos bairros Santa Teresinha, Vila Prudente (dois), Centro, Nova América, Água Branca e Jardim Monumento. Os animais eram insetívoros, ou seja, se alimentavam de insetos.
Embora a raiva canina esteja controlada no Estado de São Paulo — sem registros em humanos ou cães há 26 anos —, o vírus continua circulando entre morcegos, que podem transmitir a doença a cães, gatos e pessoas. Um caso de raiva em gato confirmado em Jundiaí, em novembro de 2025, também manteve as autoridades sanitárias em alerta.
Mesmo com a suspensão das Campanhas de Vacinação Antirrábica no Estado desde 2022, a vacinação anual continua obrigatória, conforme a Lei Estadual nº 2.858/54, e segue sendo uma das principais estratégias do Programa de Vigilância e Controle da Raiva.
A imunização deve ser mantida inclusive para animais que não têm acesso às vias públicas, pois podem ser contaminados pelo contato com morcegos infectados dentro da própria residência, especialmente os felinos, que têm hábito de caça.
A Secretaria Municipal de Saúde mantém vacinação antirrábica permanente para cães e gatos — especialmente aqueles que tiveram contato com morcegos — na sede do CCZ, localizada na rua Dionízio Dal Picolo, próximo ao número 39, no bairro Jupiá. O serviço é gratuito e funciona durante todo o ano.
ORIENTAÇÕES – Ao encontrar um morcego, o animal não deve ser tocado, vivo ou morto. A orientação é isolar o local, se possível, e acionar o Centro de Controle de Zoonoses para recolhimento e orientação adequada. Se houver contato com o animal, o serviço de saúde deve ser procurado o mais rápido possível.
O CCZ atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. Aos sábados, o atendimento é das 7h às 13h. O telefone para contato é (19) 3427-3008.
