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Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura

Animal é acompanhado diariamente para que o manejo ocorra com segurança e o objeto seja removido sem causar estresse ou risco

Por CCS / Publicado em 26/02/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

A capivara que está com um artefato preso ao corpo, avistada recentemente no município, segue sendo monitorada diariamente por equipes técnicas da Prefeitura de Piracicaba. O animal não está desaparecido. O acompanhamento é realizado para que o manejo ocorra com segurança e o objeto possa ser removido sem causar estresse ou risco à fêmea e ao pequeno grupo familiar ao qual ela pertence.

A imagem mostra dois capivaras caminhando lado a lado ao longo da margem de uma estrada asfaltada. O ambiente é ao ar livre, com grama verde e algumas árvores ao fundo, sugerindo um cenário natural ou semi-urbano. O capivara da frente está com um anel de plástico azul preso ao redor do corpo, o que pode indicar um problema de lixo e poluição afetando os animais. O dia está claro e a luz natural destaca os detalhes dos animais e da vegetação ao redor. A cena transmite uma mistura de tranquilidade da natureza com um alerta sobre o impacto humano no meio ambiente.
Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura

A ação é conduzida pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, por meio da Divisão de Proteção Animal. Como parte do plano de manejo, já foi realizado o cercamento de áreas estratégicas — que não são divulgadas por questão de segurança —, locais onde a capivara costuma permanecer durante a madrugada. É nesses pontos que será possível realizar a contenção de forma adequada e segura.

Por se tratar de um animal silvestre de vida livre, o manejo exige planejamento técnico rigoroso. Não se trata de uma operação simples, e um plano específico já está em execução pelas equipes responsáveis.

A Divisão reforça que, por ser um animal semiaquático, a sedação só pode ser realizada quando ela estiver em local seguro e devidamente contido. Caso fosse sedada próxima à água, seu instinto natural seria buscar refúgio no lago ou rio, o que poderia resultar em afogamento antes do efeito completo do anestésico.

O objetivo é resolver a situação o mais rápido possível, com segurança e sem causar danos ao animal.

A colaboração da população é fundamental neste momento. A orientação é para que não se aproximem, não tentem alimentar, fotografar ou seguir o animal. A movimentação e a curiosidade deixam a capivara mais arisca e estressada, dificultando o trabalho da equipe e atrasando o manejo seguro. Permitir que os profissionais atuem com tranquilidade é a melhor forma de contribuir para que tudo seja resolvido rapidamente e sem riscos.

A Divisão de Proteção Animal também monitora os núcleos de capivaras que residem nas proximidades da avenida Cruzeiro do Sul e no Parque da Rua do Porto. É comum ocorrer casos de capivaras com ferimentos decorrentes de brigas por disputas territoriais entre indivíduos do mesmo bando — comportamento considerado natural em animais que vivem em grupo.

Nesses casos, por se tratar de dinâmica própria da fauna silvestre, não há indicação de intervenção, especialmente devido à dificuldade de manejo e ao risco de estresse excessivo ao animal. A contenção exigiria manejo prolongado para limpeza e administração de medicamentos, o que não é recomendado para animais de vida livre quando não há interferência humana envolvida.

A Secretaria reforça que o caso da capivara com objeto preso é diferente, pois envolve material de origem humana, o que justifica a atuação direta do poder público.


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