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Capacitação em epilepsia resulta em diagnóstico durante atividade na rede municipal de saúde

Ação do Março Roxo capacitou profissionais da Atenção Básica e fortaleceu a assistência com atendimento especializado no SUS

Por CCS / Publicado em 19/03/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

O que era para ser uma capacitação teórica se transformou, na prática, em um momento decisivo para o diagnóstico de um bebê de apenas oito meses. Durante o encontro realizado com médicos da Atenção Básica da rede municipal de Saúde, uma profissional, a médica Raquel Sano, do PSF Monte Feliz, identificou semelhanças entre os sintomas apresentados na aula e o relato recente de uma paciente sobre o filho.

A imagem mostra um grande grupo de pessoas reunidas em um palco, posando para uma foto em grupo. São cerca de 45 indivíduos, entre homens e mulheres de diferentes idades, alguns vestidos com camisetas roxas, outros com roupas casuais e alguns com jalecos médicos, indicando uma possível ligação com a área da saúde. O ambiente é um auditório com paredes de madeira e teto com luminárias embutidas. Ao fundo, há um telão exibindo uma imagem com o desenho de um cérebro e textos em português relacionados à epilepsia, como "Epilepsia CONHECER & INCLUIR" e "EU APOIO Epilepsia". À esquerda do palco, está um púlpito com o logo do SIMESPI (Sindicato dos Médicos de Piracicaba) e algumas bandeiras. Na frente do palco, há um banner roxo e rosa com mais informações e logos, além de balões roxos decorando o espaço. O conjunto da imagem sugere que o grupo está participando de um evento ou campanha de conscientização sobre epilepsia, com foco na inclusão e no apoio às pessoas que convivem com essa condição. A atmosfera transmite união, compromisso e educação em saúde.
Médicos que participaram da capacitação sobre epilepsia

A partir dessa percepção, a médica e um colega, o médico Deiviston Mano, que atua na mesma unidade, recorreram a um vídeo gravado pela mãe da criança e, ainda durante a atividade, compartilharam o material com a palestrante, a neurologista Daniela Fontes Bezerra. A troca imediata de informações contribuiu para direcionar o diagnóstico do caso, evidenciando, na prática, a importância da qualificação contínua dos profissionais de saúde.

A imagem mostra um homem e uma mulher lado a lado, sorrindo para a câmera. Eles estão em um ambiente interno, com uma parede branca ao fundo decorada com várias fotografias emolduradas. A mulher, à esquerda, tem cabelos longos e escuros, usa óculos e uma blusa clara com estampa. O homem, à direita, tem cabelo curto, barba e está vestido com uma camiseta de cor ferrugem. O cenário sugere um ambiente profissional ou acadêmico, possivelmente um escritório ou corredor, devido às fotos emolduradas que parecem comemorar marcos ou eventos importantes. A iluminação é natural e o clima geral da foto é amigável e acolhedor.
Os médicos Raquel Sano e Deiviston Mano conversaram com a palestrante para ajudar a definir o diagnóstico de um bebê de 8 meses

A capacitação integra as ações do Março Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a epilepsia, e reuniu médicos da Atenção Básica para atualização sobre conceitos essenciais, epidemiologia, diagnóstico, tipos de crises e opções de tratamento farmacológico.

Além de ampliar o conhecimento técnico, o encontro reforçou o papel estratégico da Atenção Básica na identificação precoce de sinais e sintomas, possibilitando intervenções mais rápidas e eficazes, especialmente em casos que exigem atenção especializada.

Para o vice-prefeito e secretário de Saúde, dr. Sergio Pacheco, situações como a registrada durante a capacitação demonstram o impacto direto dos investimentos em educação permanente. “Quando o conhecimento é aplicado de forma imediata, quem ganha é o paciente. Esse é o nosso objetivo: fortalecer a rede para garantir um atendimento cada vez mais resolutivo e humanizado”, destaca.

A dra. Daniela destacou a importância da capacitação. “No nosso Março Roxo, mês de conscientização da epilepsia, trazemos a doença para o centro da pauta, com o objetivo de melhorar a assistência, o reconhecimento e as diretrizes de tratamento. Acima de tudo, é uma forma de quebrar barreiras, reduzir estigmas e inserir as pessoas com epilepsia no dia a dia da atenção básica e de todos os profissionais de saúde”, destacou.

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro, que podem provocar crises com movimentos involuntários, alterações de consciência e crises convulsivas. A doença pode ter origem genética ou ser consequência de lesões cerebrais adquiridas, como traumas ou AVC, e pode afetar pessoas de todas as idades.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde para qualificar o atendimento na rede pública e ampliar o cuidado com a população, com foco na detecção precoce e no acompanhamento adequado de condições neurológicas como a epilepsia.


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