Barjas Negri recebe exemplar de Piracicaba, a Florença Brasileira, de Cecílio Elias Netto
O jornalista e escritor Cecílio Elias Netto entregou o primeiro exemplar do livro Piracicaba, a Florença Brasileira (Belas Artes Piracicabanas) ao prefeito Barjas Negri e aos patrocinadores da obra na manhã de hoje, 03/05, em encontro no Gabinete do prefeito. O livro de 241 páginas é uma homenagem a Piracicaba, que completa 250 anos em agosto, por meio das Belas Artes. A publicação foi viabilizada pelo Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, com patrocínio cultural da Caterpillar, Cosan, Mefsa e Raízen.
Além de Cecílio e do prefeito, participaram do encontro a secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, o chefe de Gabinete e diretor do Centro de Comunicação Social da Prefeitura (CCS), Miromar Rosa, o diretor da Pinacoteca Miguel Dutra, Eduardo Borges de Araújo, o editor da obra, o jornalista Arnaldo Branco Filho, Débora Barros, da Raízen, Luciane Venturini, da Caterpillar, Leopoldo Stenico, diretor administrativo da Mefsa, e Marcelo Fuzeti Elias, filho de Cecílio e presidente do Instituto que leva o nome do jornalista.
Barjas cumprimentou Cecílio, os patrocinadores e todos os envolvidos no projeto. "Estou emocionado por ajudar na divulgação deste livro e das artes piracicabanas. Quero cumprimentar o Cecílio pela sua capacidade, pela sua memória e pelo seu acervo. Essa é, sem dúvida, uma grande contribuição para a história de Piracicaba", disse Barjas. O prefeito também ofereceu espaço nas bibliotecas e escolas para a divulgação de Piracicaba, a Florença Brasileira.
"O livro mostra que o piracicabano é um povo que ama a arte", disse Cecílio, que explica a escolha do nome. "É uma metáfora. A variedade e a qualidade de nossos pintores e artistas identificaram-nos como naturais e moradores da Florença Brasileira. Não se trata de comparação, 'como a Florença', pois isso seria e continuaria sendo mentira. Chamaram-nos de 'A Florença Brasileira' para tentar explicar os tesouros artísticos que começavam a brotar do pequeno torrão sertanejo", disse.
"Inexplicável a passagem de tantos gênios da história da arte por Florença e pelo solo toscano. Inexplicável também a presença de talentosos artistas por Piracicaba e região, como Miguelzinho Dutra, Almeida Júnior, Frei Paulo de Sorocaba, Antônio Pacheco Ferraz, Joaquim Miguel Dutra, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, os irmãos Dutra (Alípio, João, Antônio Pádua e Archimedes), Joaquim Bueno de Mattos, os Thomazi (Ernesto, João, Eugênio, Mário e Alberto), Eugênio Luiz Losso, Ida Schalch, Antônio de Godoy, os Nardin (Paulo, Eugênio e Ermelindo), Manoel Martho, Manoel Lourenço, Joca Adâmoli, Álvaro Paulo Sega, Hugo José Benedetti, Angelino Stella, Clemência Pizzigatti, Renato Wagner, Jairo Ribeiro de Mattos, Eduardo Borges de Araújo e tantos outros registrados neste livro", completa Cecílio.
O jornalista Arnaldo Branco Filho disse ter ficado admirado com o número de artistas piracicabanos, ou ligados à cidade, quando iniciou o trabalho de pesquisa para a edição do livro. "Por meio dessa obra, Piracicaba reconhece sua importância", ressaltou ele. Branco Filho viajou à Itália para suas pesquisas. Em uma de suas incursões, conheceu a igreja de Santos Caterina e Prospero, em Bozzano, que serviu de inspiração para o arquiteto italiano Antônio Ambrote projetar a Capela de São Pedro, no bairro Monte Alegre, em Piracicaba, a pedido do comendador Pedro Morganti. "As bandeirinhas de (Alfredo) Volpi nasceram em Piracicaba", observa Cecílio, se referindo aos afrescos no formato geométrico, criados pelo artista, que enfeitam o interior da capela. O capítulo Uma Pérola para a Coroa, na página 126, conta a história.
Ainda em comemoração aos 250 anos de Piracicaba, Cecílio irá lançar os livros 250 Anos de Caipiracicabismo (comemorativo ao 250º aniversário do município) e Piracicaba, a Doçura da Terra, terceiro da trilogia, que tem ainda Piracicaba Que Amamos Tanto, editado em 2015, e Piracicaba, um Rio que Passou em Nossa Vida, em 2016, todos com apoio cultural da Caterpillar, Cosan e Raízen.
Na manhã de hoje, o livro foi apresentado também à imprensa, na Pinacoteca Miguel Dutra. No sábado, 06/05, às 10h, acontecerá o lançamento na Capela de São Pedro, no bairro Monte Alegre. (Eleni Destro/CCS. Com informações da Engenho da Notícia)
