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Atendimento de pacientes com Ebola é tema de capacitação

Por Comunicação Social / Publicado em 05/02/2015
Tempo de leitura: 3 minutos.

O correto uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) no atendimento de pacientes suspeitos de contaminação pelo vírus Ebola foi tema de capacitação de profissionais da Secretaria de Saúde. Coordenada pela CCII (Comissão de Controle de Infecção Institucional) e Vigilância Epidemiológica, a capacitação foi dirigida a profissionais das UPAs, Samu e Atenção Básica.

Além de conhecerem os EPIs envolvidos no atendimento dos casos suspeitos, os profissionais da Saúde foram informados sobre o fluxograma e a rotina de atendimento dos casos suspeitos, que inclui o isolamento do paciente e o acionamento do Grau (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergência) para remoção do mesmo ao Hospital Emílio Ribas em São Paulo, referência no atendimento da doença no país.

O cronograma inclui visitas às UPAs Piracicamirim, Vila Cristina, Vila Rezende, Vila Sônia e COT, além da capacitação de enfermeiros responsáveis por unidades da Atenção Básica (CRABs, UBSs e PSFs). “Estamos abordando o tema para o pessoal da enfermagem e também da limpeza, que terão um papel importante caso tenhamos que atender algum paciente com suspeita de Ebola. O pessoal capacitado irá funcionar como multiplicador e levar a informação aos profissionais das outras unidades”, afirmou a enfermeira Edna Macedo Gomes, da CCII.

Durante o treinamento, os participantes assistiram a um vídeo institucional do SUS que demonstra a colocação e retirada correta dos EPIs, além de receber orientações sobre o atendimento de pacientes com suspeita de Ebola. A investigação dos casos suspeitos inclui a informação se o paciente apresentou febre e visitou Serra Leoa, Guiné ou Libéria, países com transmissão do vírus, ou se teve contato com sangue e outros fluídos corporais de pacientes suspeitos ou confirmados e apresenta sintomas como cefaleia, mialgia, vômito, diarreia, dor abdominal ou sinais hemorrágicos.

Segundo a enfermeira Fernanda Lopes Menini, diretora da Vigilância Epidemiológica, o período de incubação do vírus (onde não ocorre a transmissão) é de dois a 21 dias e a transmissão se dá por meio do contato com sangue, tecidos ou fluídos corporais, ou ainda com superfícies contaminadas. “Essa capacitação é importante para a rede estar preparada caso tenha que lidar com um caso suspeito”, disse Fernanda.


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