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Ação em escola rural orienta professores e famílias sobre prevenção de acidentes com escorpiões

Iniciativa do Centro de Controle de Zoonoses e do Núcleo de Educação em Urgências levou a Ibitiruna orientações sobre prevenção, primeiros cuidados e acionamento correto do Samu em casos de acidentes com animais peçonhentos

Por CCS / Publicado em 13/07/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.

Uma ação conjunta entre o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Núcleo de Educação em Urgências (NEU), do Samu, promoveu encontros com professores e pais de alunos da Escola Municipal Nathalio Zanotta Sabino, no distrito de Ibitiruna, com o objetivo de orientar sobre a prevenção de acidentes com animais peçonhentos, com foco inicial nos escorpiões, comuns em áreas rurais.

A imagem mostra uma palestra educativa ocorrendo em um auditório ou sala de espera. Há um grupo de pessoas sentadas em bancos de madeira (com assentos coloridos) viradas de costas para a câmera, assistindo a uma apresentação. Na frente, uma mulher está em pé, apresentando o conteúdo, e ao lado dela há um projetor exibindo um slide com o título "Escorpiões: O que você precisa saber", acompanhado por uma ilustração de um escorpião e um texto informativo. O ambiente é simples, com piso de cerâmica, paredes brancas e ventiladores fixados nas paredes e no teto.
Reunião sobre cuidados com escorpião com realizada com pais de alunos da escola em Ibitiruna

A iniciativa surgiu a partir de dúvidas apresentadas pela comunidade escolar sobre como agir em situações envolvendo acidentes com escorpiões, especialmente no ambiente escolar, onde muitas vezes os responsáveis pela criança não estão presentes no momento da ocorrência.

A imagem mostra uma reunião ou curso ocorrendo dentro de uma sala de aula. Há um grupo de cerca de 13 pessoas sentadas em mesas escolares, organizadas em formato de semicírculo, voltadas para uma mulher que está em pé, à direita, aparentemente conduzindo a atividade. A maioria dos participantes está concentrada, olhando para a palestrante ou para os materiais sobre as mesas. No centro, de costas, vê-se uma pessoa lendo um livro ou apostila. O ambiente é uma sala de aula comum: Há uma lousa branca grande ao fundo, com um cartaz acima exibindo o alfabeto em letras maiúsculas e minúsculas, além de ilustrações da linguagem de sinais (LIBRAS). Há cartazes informativos colados nas paredes laterais. Existe um ventilador de parede à esquerda e uma porta aberta que dá para um corredor. O piso é de cerâmica clara e a iluminação vem de luminárias fluorescentes no teto.
Professores também receberam orientações sobre medidas que devem ser adotadas em caso de acidente com escorpião

Diante da demanda, foi organizada uma força-tarefa para levar informações e orientações em dois momentos distintos: inicialmente aos professores e profissionais da unidade escolar e, posteriormente, aos pais e responsáveis pelos alunos.

“Essa ação mostra a importância da integração entre prevenção e assistência. Enquanto o CCZ trabalha as medidas para evitar a presença dos escorpiões e reduzir os riscos de acidentes, o NEU e o Samu orientam sobre a resposta rápida e adequada em caso de ocorrência, especialmente quando envolve crianças, que são o grupo mais vulnerável às formas graves do envenenamento”, aponta a coordenadora do CCZ, Aline Marangoni.

Durante os encontros, as equipes do CCZ apresentaram informações sobre os hábitos dos escorpiões, os fatores que favorecem sua proliferação e as principais medidas preventivas para reduzir o risco de acidentes. Já o NEU orientou sobre a conduta adequada diante de uma ocorrência e reforçou a importância do acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.

As equipes destacaram que crianças de até 10 anos constituem o principal grupo de risco para evolução para casos graves e, por isso, o atendimento rápido é fundamental. Outra orientação importante é seguir atentamente as recomendações do médico regulador do Samu e evitar o transporte da vítima por conta própria antes do contato com a central de regulação. “Deslocamentos inadequados podem gerar desencontros e atrasos no atendimento, que exatamente o contrário do recomendado para situações como essa”, aponta Juliana Baldan, do NEU.

Para localidades mais distantes, especialmente em situações em que o deslocamento até uma unidade de referência possa ultrapassar 50 minutos entre ida e retorno, o Samu dispõe de protocolos específicos para o transporte e para o deslocamento do soro antiescorpiônico, quando houver indicação médica.

As equipes também esclareceram que o soro antiescorpiônico é utilizado apenas em alguns casos considerados mais graves e que sua administração sempre depende de avaliação médica. Para crianças de até 10 anos, é fundamental que o soro antiescorpiônioco esteja disponível para utilização em até uma hora após o acidente, quando indicado.

Entre as principais medidas preventivas orientadas à população estão não acumular lixo em quintais e jardins, evitar o armazenamento de entulho e restos de materiais de construção, manter camas e berços afastados das paredes, sacudir roupas, toalhas e calçados antes do uso, instalar telas em ralos e janelas, vedar frestas e utilizar luvas e calçados fechados durante a limpeza de terrenos e áreas externas.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção é a melhor forma de proteção e que ambientes limpos e organizados são fundamentais para reduzir a presença de escorpiões e proteger especialmente as crianças.


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