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Ação da Prefeitura, Bombeiros e voluntários remove artefato que estava preso ao corpo de capivara

Animal é uma fêmea adulta e, após avaliação clínica, foi constatado que estava em bom estado geral de saúde

Por CCS / Publicado em 03/03/2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
A imagem mostra uma cena noturna de resgate de um capivara preso em uma cerca de arame. O animal está no centro da foto, próximo ao chão coberto por grama seca e sujeira. Ao redor do capivara, há várias pessoas tentando ajudá-lo. Uma delas, à direita, usa capacete vermelho e luvas, provavelmente um socorrista. Outras pessoas estão do lado oposto da cerca, algumas usando lanternas para iluminar o local. A iluminação é forte e direcionada, criando sombras intensas. No canto inferior esquerdo, aparecem as pernas de uma pessoa vestindo calça preta e tênis da marca FILA. O ambiente é escuro, sugerindo que o resgate ocorre à noite. A cerca de arame divide a cena, separando o animal das pessoas que o auxiliam.
Momento da captura da capivara

Na noite de ontem, 02/03, equipe da Divisão de Proteção Animal, que faz parte da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, conseguiu remover o artefato que estava preso ao corpo da capivara avistada recentemente no município – se tratava de uma fita plástica. A ação foi resultado de semanas de acompanhamento técnico e planejamento, garantindo a segurança da fêmea e de seu grupo familiar durante todo o manejo.

A imagem mostra duas capivaras próximos a uma estrada asfaltada. O capivara principal está no centro da imagem, caminhando para a esquerda, e possui um anel de plástico azul claro preso apertadamente ao redor do corpo, o que parece estar incomodando o animal. O segundo capivara aparece parcialmente, à direita, com a cabeça abaixada, aparentemente se alimentando da grama. Eles estão sobre uma faixa de grama verde, próxima ao meio-fio de concreto que separa a grama do asfalto. Ao fundo, há uma área de terra com folhas e galhos espalhados, além de árvores e vegetação densa. A cena está iluminada pela luz do dia, transmitindo um ambiente natural, embora o anel de plástico indique um problema ambiental, como lixo que afeta os animais.
Equipe da Prefeitura remove artefato que estava preso ao corpo de capivara

A fêmea é adulta e, após avaliação clínica, foi constatado que estava em bom estado geral de saúde. O objeto, uma fita de plástico fino, não estava apertado e, por isso, não provocou ferimentos profundos. No entanto, o atrito constante causou uma alopecia (queda de pelo) localizada na região de contato.

A imagem mostra uma mão segurando uma correia azul, que está visivelmente desgastada e danificada, com fios soltos e partes desfiadas. A correia possui um padrão quadriculado em relevo. A mão aparenta estar suja, com marcas de sujeira ou graxa, sugerindo que a pessoa está trabalhando com alguma manutenção mecânica. Ao fundo, vê-se o banco de um carro, indicando que a correia provavelmente é parte do sistema do veículo. A foto foi tirada de perto, focando na correia e na mão, com o fundo desfocado.
Artefato era uma fita plástica e, provavelmente, a capivara se enroscou acidentalmente

De acordo com a equipe técnica, é possível concluir que o material não foi colocado intencionalmente por mãos humanas. A hipótese mais provável é que a própria capivara tenha se enroscado acidentalmente no plástico durante seus deslocamentos.

Após a retirada do artefato, o animal permaneceu em observação durante a noite. Como medida preventiva, foram administrados antibiótico, anti-inflamatório e medicamento para controle de carrapatos.

Antes do amanhecer, a capivara foi solta em segurança e retornou ao convívio com seu grupo familiar.

MONITORAMENTO – A Secretaria-Executiva de Meio Ambiente monitora com frequência os núcleos de capivaras nas proximidades da avenida Cruzeiro do Sul e no Parque da Rua do Porto, onde é comum ocorrências de ferimentos decorrentes de disputas territoriais entre indivíduos do mesmo grupo — comportamento natural em animais que vivem em bando e que, na maioria das situações, não exige intervenção direta.

Por isso, a Divisão de Proteção Animal reforça que o manejo de animais silvestres de vida livre exige planejamento técnico criterioso, especialmente no caso de espécies semiaquáticas como a capivara. Por isso, sempre que um animal silvestre for avistado ferido ou em condição que demande atenção, a orientação é para que a população não se aproxime, não tente alimentar, fotografar ou seguir. A movimentação excessiva e a curiosidade deixam as capivaras mais ariscas e estressadas, o que dificulta a atuação técnica e pode atrasar intervenções necessárias.


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