6ª Conferência Municipal de Saúde discutiu políticas públicas para o município
O fortalecimento da Atenção Básica em Saúde foi o principal ponto discutido durante a realização da 7ª Conferência Municipal da Saúde, ocorrida no último sábado e domingo, dias 04 e 05, no Engenho Central. A abertura do evento contou com as participações do prefeito Barjas Negri, o secretário municipal de Saúde, Fernando Cárdenas, a diretora da DRS/10, Nádia Aparecida Martorini; a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Adriana Vieira, médicos, enfermeiros e representantes comunitários.
A diretora da DRS/10 afirmou que a Conferência é o momento em que os usuários estão nas mesmas condições que os trabalhadores e gestores das políticas públicas, com interesse comum em construir um modelo assistencial mais ajustado às necessidades de saúde da população.
Para a presidente da Conselho Municipal de Saúde, a Conferência sempre é cercada de expectativas, porque se discute as políticas públicas no município para os próximos anos, com a participação de gestores e a sociedade, que podem apresentar propopostas para a melhoria da qualidade da saúde. As propostas aprovadas e deliberadas serão encaminhadas às Secretaria Municipal de Saúde, para serem homologadas.
O secretário municipal de saúde lembrou que desde a municipalização das ações e gestão da saúde, em 1997, a Secretaria Municipal de Saúde tem se empenhado em propiciar um atendimento de boa qualidade indistintamente a todos os usuários do Sistema Municipal de Saúde, tanto pela rede própria, quanto pelos prestadores de serviços locais contratados, atendendo à necessidades de saúde da população em todos os níveis de complexidade.
Fernando Cardenas ressalta que a Secretaria Municipal de Saúde vem promovendo a incorporação de novas tecnologias e avanços científicos e mecanismos de modernização da gestão do sistema municipal de saúde, com o fortalecimento das relações com a sociedade civil organizada.
Um bom exemplo dos resultados que se pode alcançar com ações conjuntas e coordenadas com outros órgãos governamentais e organizações da sociedade civil é o que se obteve no municípío com relação à mortalidade infantil durante o ano de 2005, através da execução do “Pacto Muniicpal para a Redução da MortalidadeInfantil”, que passou de 14,9 para 11,3 por mil nascidos vivos e, em 2009, atingiu a marca de 9,4 por mil nascidos vivos.
Segundo o secretário, entre os objetivos e metas traçadas para a área de saúde estão sedimentar a atenção básica como espaço de organização do SUS, visando estratégias de atendimento integral, a exemplo da Saúde da Família; promover o acesso à assistência farmacêutica e aos insumos estratégicos, em todos os níveis da atenção à saúde, adotando medidas que favoreçam a redução dos custos e dos preços; qualifiação e humanizaçao na atenção à saúde; cosnstrução do Hospital Regional, contando com 126 leitos e a possibilidade de expansão quando necessário; fortalecer os sistemas municipais de vigilância em saúde epidemiológica, sanitária e ambiental, reorganizar a rede de atenção à saúde mental e outros.
O secretário avaliou que as unidades básicas de saúde no município estão bem distribuídas. “No total temos cinco unidades de pronto-atendimento e cerca de 50 unidades de atenção básica, gerando por volta de 1 milhão de consultas por ano. É claro que o sistema não é perfeito, pela falta de recursos financeiros, que não conseguem acompanhar a demanda. Mas em termos de serviços básicos, o Poder Público garante acesso, através de medicamentos, consultas médicas, atendimentos de enfermagem e exames”.
O prefeito destacou que na saúde tudo é mais complicado e o setor público tem o dever de resolver os principais problemas. Diz que em Piracicaba a estrutura do sistema municipal de saúde é boa, avançando a cada ano, com unidades básicas de saúde com boa estrutura, bons profissionais, boas equipes da saúde da família e duas unidades de CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), sem contar o Hospital Dia, implantado em parceria com o Governo do Estado e o Hospital Regional, para atender não só a população de Piracicaba, mas de toda região.
De acordo com o prefeito, a principal desafio dos gestores da saúde pública é melhorar a qualidade da saúde, no aspecto da humanização. “A Secretaria Municipal da Saúde vem investindo na capacitação dos funcionários, para melhorar a qualidade de atendimento à população, para que possa viver melhor e com qualidade de vida. Espero que com a realização dessa Conferência, possamos dar um passo adiante para aprimorar o sistema”.
Barjas destacou que o setor público tem obrigação de oferecer serviço de qualidade na área da saúde, mas nem sempre consegue atender a demanda. “A população cresce e envelhece e quando isso acontece, a demanda pelos serviços de saúde avança. É necessário planejar e aplicar da melhor forma possível os recursos e é isso que estamos fazendo e os resultados aparecem, como o amento de consultas e de exames de pré-natal e a redução da taxa de mortalidade infantil”.
Em sua mensagem aos participantes da Conferência, Barjas colocou a necessidade de todos os setores envolvidos com a questão da saúde no município, unirem forças para resolver mais facilmente os problemas detectados. “É preciso que a cada ano tenha a saúde tenha novos investimentos, como estamos fazendo desde o início de minha gestão, ampliando o acesso aos insumos e medicamentos e contratar mais profissionais. Ainda temos problemas a resolver e esta conferência é oportunidade para detectá-los e, sobetudo, apontar soluções”.
