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18 de Maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil

Por Comunicação Social / Publicado em 16/05/2008
Tempo de leitura: 3 minutos.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) realizou um ato de mobilização na manhã desta sexta-feira (16/05), na Praça “José Bonifácio” para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado dia 18 de maio.

Houve diversas apresentações culturais com crianças e adolescentes, entre elas algumas desenvolvidas nas cinco unidades dos Centros de Atendimento Sócio-Educativos (Cases), como hip-hop, grafite, rap, dança artística e teatro, outras desenvolvidas no espaço do projeto Recriando/Eco-Núcleo, a apresentação do Coral de Flauta Doce do projeto Capoeira na Periferia e ainda o grupo de fanfarra da Escola Municipal “João Otávio de Mello Ferraciu” do bairro IAA.

A data surgiu quando a menina Araceli Crespo tinha apenas nove anos e foi levar um envelope para um grupo de rapazes, a pedido da mãe. Ao chegar no local marcado, foi espancada, estuprada e morta por adolescentes de classe média. Apesar da gravidade do delito, o crime ficou impune devido às influências das famílias dos adolescentes que cometeram o ato infracional. O crime ocorreu no dia 18 de maio de 1973 e o caso ficou célebre, três anos depois, com a publicação do livro “Araceli, meu amor”, do jornalista José Louzeiro. Em homenagem à menina, a data de 18 de maio ficou instituída por lei federal (LEI Nº 9970/2000) como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

O objetivo do encontro foi apresentar os trabalhos de crianças e adolescentes dos projetos sociais e das escolas chamando a atenção para a data bem como informar a população sobre a importância e necessidade de denúncia dos casos de violência pelo 181 ou pelo disque denúncia Nacional 100.

A Semdes tem como parceria no atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência e a seus familiares o CRAMI (Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus Tratos na Infância), que em 2007, registrou 155 casos e realizou 1.023 atendimentos. No primeiro trimestre deste ano foram registrados 52 novos casos, sendo 15 por violência física, 15 sexual, sete psicológicas, seis por abandono e cinco por negligência.


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