1.370 alunos da rede municipal vivenciam a música clássica no Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Projeto ABC do Do-Ré-Mi, da Sinfônica de Piracicaba em parceria com a Prefeitura, possibilita manhã de aprendizado e encantamento

A ida ao teatro costuma despertar expectativa e curiosidade sobre o que será apresentado no palco. Com os 1.370 alunos da rede municipal de ensino, não foi diferente. Na manhã desta sexta-feira, 17/04, eles participaram de duas sessões de abertura anual do projeto ABC do Do-Ré-Mi, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Ao ocuparem seus lugares, o cenário era de encantamento. Olhares atentos, sorrisos espontâneos e, para muitos, a primeira experiência em uma casa de espetáculo. O projeto, que celebra dez anos, é realizado pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba em parceria com a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é aproximar o público infantil da música clássica de forma leve, didática e envolvente.

Até o fim do ano, a ação deve alcançar 49 escolas do Ensino Fundamental, somando cerca de 4.050 participantes entre estudantes e funcionários, além de 55 unidades da Educação Infantil, com aproximadamente 3.900 participantes. Nesta sexta-feira, participaram os alunos das escolas Maria Benedicta Pereira Penezzi, Thales Castanho de Andrade, Fábio de Souza Maria, André Franco Montoro, Wilson Guidotti, Irineu Umberto Packer, Aracy de Moraes Terra, Manoel Rodrigues Lourenço, Alberto Thomazi, Adolfo Basile, João Batista Nogueira, Judith Moretti Accorsi, Luiz Claudio Alves, Tercilia Bernadete Sanches Costa, José Antonio de Souza, Ada Buselli Neme, Carlos Sodero e Francisco Corrêa.
No palco, os instrumentistas da OSP dividiram a cena com o ator Matteus Cobra, que interpreta o palhaço Zé da Batuta, e o violonista Luis Fernando Fisher Dutra, no papel de maestro. A interação entre artistas e plateia conduziu a apresentação, que apresentou, de forma lúdica, as famílias dos instrumentos (cordas, madeiras, metais e percussão) e suas diferentes sonoridades. Presente nas sessões, a secretária municipal de Educação, Juliana Vicentin, destacou o impacto da iniciativa ao longo dos anos. “Ver o teatro cheio e os alunos vivenciando a cultura é motivo de satisfação, já que a experiência amplia o repertório e o olhar cultural das crianças. Em uma década, o projeto já alcançou cerca de 60 mil pessoas”, destacou.


O secretário municipal de Cultura, Carlos Beltrame, enfatizou o caráter transformador da proposta. Em sua avaliação, se trata de uma ação que emociona e, ao mesmo tempo, consegue transmitir conteúdos de forma acessível, didática e interativa, aproximando o público da música de concerto.
Para a professora Claudete Barbieri, da Escola Municipal Irineu Umberto Packer, o projeto vai além do entretenimento e se consolida como ferramenta de aprendizagem e transformação social. “Acho maravilhoso ter esse contato. Ano passado também trouxemos os alunos e logo depois percebemos mudanças positivas no comportamento, sendo que na orquestra precisamos ter atenção e silêncio para ouvir os instrumentos. Além disso, alguns começaram a praticar um tipo de instrumento”, destacou.
Ao final da apresentação, a aluna da mesma escola Antonella Rubini Campos, de 10 anos, aprovou o projeto. “Foi muito legal. Eu gostei mais da família das cordas, principalmente do contrabaixo, por causa do tamanho do instrumento. Também amei o palhaço”, declarou Antonella.

